"Contar é muito dificultoso. Não pelos anos que já se passaram, mas pela astúcia que tem certas coisas passadas." João G. Rosa

10 de set. de 2010

Eu vou, porque não?


Eu deveria estar estudando para um debate na faculdade, mas estou aqui tentando entender as atitudes das pessoas diante das situações, mais especificamente diante da sua relação com outras pessoas.


Quantas coisas perdemos por deixar de olhar ou simplesmente por olhar e não ver?


Eu não vejo e nunca vi necessidade alguma em se fazer joguinhos e complicar certa coisas para se tornar, teoricamente, inalcansáveis ou menos acessíveis. Nunca gostei de fingir as coisas. Fingir que não estou apaixonada, que não amo essa ou aquela pessoa. E esse amor ao qual me refiro vai além do que existe entre duas pessoas do sexo oposto. Falo de amizade também.


Que as coisas se complicam quando há um sentimento maior que a amizade, isso está mais que claro para mim. As situações são outras, eu sei. Outros elementos surgem e a relação se complica por si só. Portanto, que fique claro aqui que o que eu estou querendo dizer não é que as relações não são complicadas, de jeito nenhum! Mas que é desnecessário nós complicarmos as coisas conscientemente porque els já são por si mesmas complicadas.


Os ciúmes, a exclusividade, dedicação, atenção e diversos outros elementos que as relações trazem e pedem já são mais que suficientes para complicá-las. Então para que tanta perda de tempo complicando ainda mais as coisas?


PORQUE TANTO MEDO DE SER SINCERO?


Eu quero poder sonhar ao lado e com as pessoas que estão comigo. Eu quero poder dizer te amo, eu quero poder ter espaço pra confessar o que se passa em mim, eu quero poder viver as coisas em nome do que é e do que será e não em nome do que foi e não mais existe.


Eu quero querer. Sem complicações. Sem medo. Eu quero reciprocidade. Eu quero permissão. Eu me permiti há muito tempo, quando percebi que não há tempo a perder.



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