"Contar é muito dificultoso. Não pelos anos que já se passaram, mas pela astúcia que tem certas coisas passadas." João G. Rosa

27 de abr. de 2010

They will understand one day, one day, one day...

Andei conversando com Ruan sobre a nossa mudança há mais de um ano para um lugar onde a gente não conhecia e não sabia, se quer, o que esperar. Encontramos outra vida.
Morar longe de quem você ama não é tarefa fácil. E pode ser que seja pouco recompensador. Procurar alguém pra te dar um abraço e não encontrar é a hora que mais me dói aqui.
O tempo vai passando e nós percebemos as amizades antigas parando, melhor, retrocedendo, ainda que algumas ainda continuam, mas isso também é questão de tempo. A intolerância vai aumentando. Os olhares vão ficando cada vez mais tortos. Não estamos mais dispostos a relevar e entender atitudes e situações. Os antigos pequenos defeitos, agora se tornam enormes! Para os mais sensíveis, que percebem com mais clareza o que está de fato acontecendo, é mais que uma tortura assistir a isso tudo e nada poder fazer. Nada? Mesmo assim, ele tenta. E se frustra.
Se frustra também quando você aposta suas fichas num amor que só é vivido da sua parte. Não que o outro não ame, mas é que muitos não se permitem amar. E ser amados. Amar de corpo e alma.
Assim como não se está disposto a cultivar as velhas amizades, muitos também não estão dispostos a amar.
Eu? Eu não amo porque, nem amo se, nem quando. Eu simplesmente amo. Mas queria fazer e ser feliz. Há os que não se permitem.

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